Crentes endemoninhados, Existe?

05/12/2011 16:27

 

Um cristão nascido de novo pode ficar endemoninhado?

Acredito que nenhum ensino tem demonstrado ser tão nocivo à Igreja de Jesus Cristo, quanto esse que afirma que o cristão pode ser possuído por demônios. Nos anos noventa, esse ensino se tornou como uma praga, era só que no se falava nos meios evangélicos. Multiplicava-se o número de literaturas dando destaque a esse tema. Em 1993 adquiri o livro: Demônios Derrotados”. Folheando o mesmo, encontrei um capítulo intitulado: pode um cristão ter demônios?. Neste capítulo, o autor sem arrodeios respondeu: “ a resposta é enfaticamente sim!”. O problema com esta afirmação está no fado da mesma não ser baseada na Bíblia Sagrada, mas na experiência do autor. Tentando fundamentar a sua resposta, ele diz: “estou ciente do muito que se tem ensinado a respeito de os cristãos não poderem ter demônios. Contudo, através de minha experiência no ministério há quatorze anos, constatei que tal opinião é totalmente incorreta”. Partindo desse princípio a posteriori (fundamentado em sua experiência), esse autor faz uma exegese falaciosa sobre a “possessão demoníaca” no cristão: “em primeiro lugar precisamos compreender que alguém poder ter um demônio sem estar possuído por ele. A versão King James (Bíblia em Inglês) traduz incorretamente a palavra “endemoninhado” como “possuído”. Isto dá as pessoas a impressão de que se um espírito as ataca, ou se apenas possuem um espírito estão conseqüentemente possuídas por demônios. Não há nada na tradução grega que revele a palavra “possuído”. Estudiosos insistem no fato de que esta palavra tem amedrontado muitas pessoas, por pensarem que, se possuem um demônio estão “possuídas”. Esta interpretação aonde se afirma que uma pessoa pode “ter um demônio”, sem contudo estar “possuído” por ele, é freqüentemente invocada por muitos ensinadores que crêem na possessão demoníaca do cristão. Na tentativa de adaptarem as Escrituras às suas crenças, esses “mestres” procuram dar um novo significado à redação original do Novo Testamento. Uma outra que escreve sobre Batalha Espiritual, diz: “A igreja evangélica tem de levar a sério a libertação das pessoas procedentes da Umbanda, Candomblé, Quimbanda, Kardecismo e de outras religiões de possessão. Se partirmos do pressuposto que os crentes não podem ter demônios ou não podem ficar endemoninhados, corremos o risco de deixar muitos crentes opressos dentro da igreja, vivendo uma vida de grande prisão, mornidão, com uma dificuldade tremenda para crescer. Afinal, o inimigo deseja uma vida cristã medíocre. E aqui é preciso esclarecer a questão da terminologia usada. De acordo com dezenas de estudiosos do grego, daimonozomenai ( aqui há um equívoco na grafia dessa palavra, já que no original grego o termo correto é daimonizomai!) “ter demônios” e é melhor traduzido pela palavra endemoninhado. Uma pessoa pode ter um demônio numa determinada área da vida. O correto é chamá-la de endemoninhada, nunca de possessa, pois no Novo Testamento não vemos o uso do termo. Na realidade a palavra “possesso” descreve inadequadamente o fenômeno. Endemoninhado tem um significado lato, indicando o estado da pessoa que tenha um demônio ou até muitos demônios perturbando ou oprimindo sua vida. Quanto ao local onde ele fica, não é o mais importante. Ele pode ficar no corpo, fora do corpo, na alma da pessoa.” Frank Hammond também se propõe a dar resposta sobre a ‘demonização’ do crente, respondendo à pergunta: “como é que um cristão pode ter demônios?” Na página 132 de seu livro, ele diz: “Como é possível para um espírito demoníaco habitar o mesmo corpo, ao mesmo tempo que o Espírito Santo?. Hammond sabe da dificuldade em defender sua tese, e afirma: “parece lógico presumir que é impossível”. Todavia ele está determinado a contraditar o Novo Testamento, prosseguindo em sua nefasta argumentação: “mas nem tudo que é lógico é verdade e há lógica baseada numa suposição falsa. Temos tomado a posição aqui neste livro de que os crentes podem ser habitados por demônios. A explicação dessa possibilidade é principalmente baseada, tanto quanto eu possa determinar, num entendimento claro da diferença entre a alma e o espírito”. . Hammond vai mais longe ainda, em seu livro ele ensina que não somente o crente pode ser possuído por demônios, como também o próprio crente pode expulsá-lo de si mesmo. Na página 61 de seu livro, ele demonstra como se ‘auto – libertou’: “em minha própria experiência, logo que confrontei o demônio ( que estava dentro dele!), senti um a pressão em minha garganta e em seguida tossi e vomitei muco. Houve, então, um sinal de que a coisa tinha saído.” Quando lemos Os Evangelhos, Os Atos dos Apóstolos e as Epístolas e não encontramos esse tipo de ensino espúrio, fica impossível levarmos a sério o que dizem esses mestres. Quem já encontrou nas páginas do Novo Testamento o apóstolo Paulo ensinando aos crentes a “ si auto – exorcizar?”. Quem encontrou o apóstolo Paulo dizendo que “o crente é santuário do Espírito Santo e dos demônios ao mesmo tempo?”, ou que “um demônio podia ficar alojado somente no corpo do crente? Quem já leu algum texto bíblico relatando que os apóstolos advertiram os crentes, dizendo: “tenham cuidado, vocês podem ter um demônio, sem contudo estarem possuídos por ele?” Esse ensino que dá amplos poderes aos demônios sobre os cristãos é falso pelo menos por cinco razões: 1. É a “posteriori”, isto é, baseia-se na experiência e não na Bíblia. 2. É fruto de uma teologia errada sobre a segurança do crente. 3. É fundamentado numa concepção equivocada sobre a tricotomia humana. 4. É falho em definir o que seja um “cristão” segundo o modelo do Novo Testamento. 5. É fundamentado na má compreensão da terminologia usada no Novo Testamento para a possessão demoníaca. A Experiência LEIA TEXTO NA ÍNTEGRA NO LIVRO: POR QUE CAEM OS VALENTES?(CPAD, 2006)

Fonte: Pr.José Gonçalves - Divulgação: A Palavra Virtual | Estudos Biblicos | Batalha Espiritual

 

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